Resenha: Olivia Rodrigo - you seem pretty sad for a girl so in love (2026)
Um ótimo álbum, diferente de tudo que ela fez até este ponto em sua carreira.
Texto por: Eduardo Domingues (Rato Rodrigues)
A Olivia Rodrigo, cantora pop americana, está para lançar seu terceiro álbum de estúdio, you seem pretty sad for a girl so in love, nesse dia 12 de junho, uma sexta-feira. Eu tive a oportunidade de poder ouvir o álbum na listening party oficial da Universal, nesta quinta-feira do dia 11, e fazer minha review.
O álbum fala sobre vários estágios diferentes de uma relação amorosa, e é dividido entre duas partes. A primeira metade do álbum é a "girl so in love", que são as músicas sobre estar apaixonado, sobre relacionamentos felizes, e são perfeitas para mandar pro seu parceiro(a) no dia 12. A segunda parte, "you seem pretty sad", já fala sobre a dor de um término, a tristeza que vem quando você tem seu coração partido. É até engraçado que este álbum será lançado no dia dos namorados brasileiro.
A Olivia Rodrigo mostra uma maior maturidade neste lançamento, tanto em quesito sonoro como em suas letras. Enquanto SOUR e GUTS tinham um som mais pop, com uma pegada de pop-rock em algumas faixas, nós vemos a cantora se aventurando em áreas novas, tocando estilos como synth-pop, rock alternativo e post-punk. Até o momento, este é o álbum mais longo, com um total de mais ou menos 50 minutos.
O álbum abre com "drop dead", que também foi o seu primeiro single promocional, lançado em abril, e é a faixa perfeita para apresentar o ouvinte a esta primeira parte, com a letra contando sobre ela se apaixonando por uma nova pessoa em sua vida, e já imaginando como seu relacionamento com essa nova paixão vai ser no futuro.
Logo na sequência, toca “stupid song”, último single do álbum, que será lançado também no dia 12. "stupid song" é o terceiro single do álbum, e conta com guitarras e sintetizadores. A letra é sobre como nenhuma música boba que ela escreva pode descrever o amor que ela está sentindo pelo parceiro.
"honeybee" era uma das músicas mais aguardadas pelos fãs, e é uma balada de piano, que também conta com uma orquestra. Uma música calma no meio da animação da primeira metade, mas que atende as expectativas.
A faixa seguinte, "maggots for brains", já volta nas influências que Olivia havia citado anteriormente, lembrando bastante Depeche Mode e outras bandas de post-punk da época, e inicia a sequência das músicas mais agitadas do álbum, junto com "u + me = <3" que toca logo na sequência, e "my way".
A "my way", por sinal, é uma das melhores do álbum. Possivelmente a mais animada, e realmente foi a favorita da maioria das pessoas presentes ali pelo que conversamos depois. É um dos melhores exemplos do álbum da evolução da Olivia Rodrigo até esse ponto de sua carreira.
Sobre "purple", Olivia havia dito que era uma música que ela estava bem animada, e que seria bem diferente de tudo que as pessoas imaginavam, e realmente foi. Tem uma forte pegada de indie rock, especialmente na guitarra, e com uma bateria diferenciada, quase em um estilo de drum & bass. É uma ótima música, e o encerramento da parte "girl so in love" do disco.

A segunda parte, "you seem pretty sad", se inicia com "the cure", segundo single do álbum, e uma das melhores músicas de sua carreira até o momento, na minha opinião. A música é uma balada acústica, onde a história do álbum começa a mudar de um relacionamento perfeito, para algo mais triste e melancólico. A canção conta sobre como, por mais que você busque a cura de todos os seus problemas em uma nova paixão, o seu parceiro nunca poderá ser sua cura real.
A faixa seguinte, “begged”, havia estreado ao vivo no Saturday Night Live logo no início de maio, mas não teve seu lançamento na versão de estúdio até o momento. Também é uma faixa acústica, e conta, em sua letra, sobre como Olivia sente que está implorando por amor e atenção em seu relacionamento. Não chega a ser uma música ruim, mas sinto que esta é uma das faixas mais fracas do álbum.
Seguimos para o que deve ser uma das faixas mais esperadas do álbum, "what's wrong with me", que conta com a participação de Robert Smith do The Cure, que marca a primeira participação em uma faixa da cantora. A música realmente lembra The Cure em seu som, e é um dos pontos altos do álbum. A faixa também teve sua estreia ao vivo, no Primavera Sound de Barcelona, por volta de uma semana antes de seu lançamento oficial.
Em “less”, ela volta com mais uma balada de piano, mas dessa vez bem mais melancólico que na “honeybee”, que ainda tinha um tom mais alegre. Nessa música, também, o piano é o completo foco. Conta sobre como ela queria que seu parceiro a amasse menos, e sobre suas dúvidas com o relacionamento.
A “expectations” foi uma quebra de expectativa nesta segunda parte do álbum (trocadilho intencional). Por conta de ser a metade mais melancólica, mais triste, ter essa música com uma energia animada, cheia de sintetizadores foi bem inesperado. Você ouve e consegue sentir o som dos anos 80 nela, e é uma das mais diferentes até agora, com as backing-vocals chamando bastante a atenção.
Pra finalizar, “cigarette smoke”, a música mais longa de toda sua carreira. É uma outra balada, mas mais focada no violão dessa vez. E é possivelmente a música mais triste de todo o álbum, mas com uma letra que conta sobre ela se sentir sozinha, mas é melhor estar sozinha do que em um relacionamento que ela não quer, trazendo um pouco de positividade.
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you seem pretty sad for a girl so in love é um ótimo álbum, diferente de tudo que ela fez até este ponto em sua carreira. Traz um novo ar e sonoridade em sua carreira, que acho que irá agradar tanto os seus fãs mais antigos, que vem amadurecendo junto com a cantora, como pessoas que não se interessam pelo seu som anterior. É um marco em sua carreira, e um ponto de virada que me deixa animado para o que está por vir em seus próximos títulos.
SOBRE
Olivia Rodrigo é uma cantora, compositora e atriz norte-americana que se consolidou como uma das artistas pop mais influentes de sua geração. Nascida em 20 de fevereiro de 2003, na Califórnia, ela iniciou sua trajetória artística ainda na infância, ganhando projeção como atriz em produções da Disney, especialmente nas séries Bizaardvark e High School Musical: The Musical: The Series.
Sua carreira musical explodiu em 2021 com o lançamento do single "drivers license", que bateu recordes de streaming e se tornou um fenômeno global. O sucesso abriu caminho para o álbum de estreia SOUR, que combinou pop, rock alternativo e influências folk em canções marcadas por letras confessionais e emocionais. O disco revelou sucessos como "deja vu" e "good 4 u", além de render três prêmios Grammy, incluindo Melhor Artista Revelação.
Em 2023, Rodrigo lançou seu segundo álbum, GUTS, trabalho que ampliou sua identidade artística ao incorporar elementos de pop rock, pop-punk, indie rock e rock alternativo. O disco foi impulsionado por singles como "vampire", "bad idea right?" e "get him back!", recebeu ampla aclamação da crítica e estreou no topo das paradas em diversos países.
Reconhecida por suas letras honestas, que abordam relacionamentos, inseguranças, amadurecimento e autodescoberta, Olivia Rodrigo se tornou uma das principais vozes da nova geração do pop, frequentemente sendo comparada a artistas que misturam sensibilidade pop com influências do rock dos anos 1990 e 2000.
Além da música, sua presença cultural ultrapassa as paradas. Rodrigo é vista como uma representante da geração Z, influenciando moda, comportamento e discussões sobre juventude, identidade e saúde emocional através de sua obra.
Atualmente, Olivia Rodrigo vive uma nova fase artística com o lançamento de seu terceiro álbum de estúdio, you seem pretty sad for a girl so in love, marcado para ser lançado em junho de 2026. Produzido novamente por Dan Nigro, parceiro criativo desde SOUR, o trabalho marca uma evolução em sua sonoridade ao incorporar influências mais evidentes do pop rock e rock alternativo dos anos 1990 e 2000, sem abandonar a escrita confessional que se tornou sua marca registrada. Inspirado em seu primeiro relacionamento adulto, o disco explora as contradições do amor, da insegurança e do amadurecimento emocional, transitando entre momentos de euforia romântica e vulnerabilidade.

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