Black Jack retorna ao Rock in Rio com quatro apresentações em dois dias

Banda se apresenta no Highway Stage nos dias 4 e 5 de setembro, com dois shows por dia

Crédito fotos: Carol Lapport

via Tedesco Comunicação


A Drenna retorna ao Rock in Rio 2026, onde se apresenta em 13 de setembro no Highway Stage, na Cidade do Rock, quatro anos depois de ocupar o Espaço Favela e poucas semanas após lançar 'Levante' (ouça aqui), single gravado com Yasmin Amaral, da Eskröta, Dani Buarque, da The Mönic, Ada Bellatrix, da FLORET, e MC Taya.


A segunda participação da Drenna no festival acontece em um período de intensa movimentação para o power trio carioca, que tocou no João Rock em 1º de agosto, lançou 'Levante' no dia 14 do mesmo mês e prepara Interregno - O Mundo depois da certeza, terceiro álbum da carreira, previsto para o fim de 2026.


Em 2022, a banda subiu ao Espaço Favela com uma apresentação que incorporou um baile de favela ao repertório para marcar sua ligação com o Complexo do Alemão, onde nasceu e cresceu a cantora, compositora e guitarrista Drenna Rodrigues. Transmitido pela televisão, o show ampliou o alcance nacional de um trabalho construído ao longo de mais de uma década no circuito independente.


Drenna é agenciada pela BudaMusic (@buda.music).


Cinco vozes contra o controle

“Levante” aborda formas de controle disfarçadas de cuidado ou proteção e apresenta uma letra sobre autonomia, enfrentamento e imposições exercidas sobre corpos, comportamentos e escolhas. A frase “Disseram que era cuidado. Mas era controle” conduz a campanha e resume o conflito desenvolvido pela composição.


A música começou a ganhar dimensão coletiva durante um encontro entre Drenna Rodrigues e Yasmin Amaral, quando deixou de ser uma manifestação solitária para reunir mulheres de diferentes vertentes da música brasileira. Ao crossover da Eskröta, somam-se o punk e o rock alternativo da The Mönic, a experimentação da FLORET e a combinação de rap, funk, trap e nu metal desenvolvida por MC Taya.


“Levante é um grito coletivo. E um grito coletivo não poderia existir em uma voz só”, definiu a Drenna ao apresentar as participações que deram forma ao single.

Novo álbum

“Levante” integra o repertório de “Interregno - O Mundo depois da certeza”, álbum que dará continuidade ao percurso desenvolvido em “Desconectar”, de 2016, e “Cisne Negro”, de 2023. As novas músicas abordam conflitos sociais, violência, controle, comportamento e contradições do presente, alternando denúncia direta e crítica construída pelo deboche.


O ciclo começou no fim de 2025 com “Aliens” e “Só o Tempo Irá Dizer” e ganhou um capítulo mais frontal em maio deste ano, quando a banda lançou “Guerra”, composição baseada em uma operação policial que terminou com a morte de uma criança em uma comunidade carioca.


A faixa permaneceu guardada durante aproximadamente quatro anos até que outro caso de violência levou a Drenna de volta ao tema e motivou a reconstrução do arranjo, que ganhou mais peso para acompanhar a gravidade da história narrada. “O disco novo virá mais posicionado. Sentimos falta de um rock que conteste, que diga o que muita gente não quer dizer”, afirmou Drenna Rodrigues em entrevista ao Musikorama.


De Olaria aos grandes festivais

A história da Drenna começou em 2009, a partir de um festival de rua em Olaria, na Zona Norte do Rio de Janeiro, quando Drenna Rodrigues, que já acumulava composições autorais depois de passar por outras bandas e tocar em bares, convidou Milton Rock para montar um duo de guitarra e bateria. Seis meses depois, os dois entraram em estúdio para realizar a primeira gravação.


Após diferentes formações, a banda assumiu definitivamente o formato de power trio, hoje composto por Drenna Rodrigues na voz e guitarra, Bruno Moraes no baixo e Milton Rock na bateria. Lançado em 2016 pelo selo Toca Discos, “Desconectar” foi produzido por Felipe Rodarte no estúdio Toca do Bandido e marcou a estruturação da Drenna como banda de estrada.


Em 2023, “Cisne Negro” reuniu dez músicas inspiradas pelo conceito do acontecimento improvável e de grande impacto formulado pelo escritor Nassim Nicholas Taleb. A discografia acompanha uma trajetória que inclui vitórias nos festivais Planeta Rock e Fejacan, apresentações no Circuito Banco do Brasil, Porão do Rock, Rio2C, João Rock e Rock in Rio, além da circulação por 14 estados e da participação em eventos com artistas como Pitty, Frejat, Detonautas, Kings of Leon, Paramore e MGMT.


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