Vítor Gomes estreia EP “Chronophobia” unindo metal instrumental e reflexão sobre o tempo
Guitarrista influenciado por Kiko Loureiro e John Petrucci transforma ansiedade e amadurecimento em narrativa conceitual pesada e melódica
Crédito Foto: Divulgação
via Agência 1a1
O guitarrista e produtor musical Vítor Gomes acaba de lançar o EP conceitual “Chronophobia”, trabalho que explora a relação com o tempo e marca sua estreia autoral dentro do universo do heavy metal instrumental.
Com cinco faixas instrumentais, o lançamento apresenta uma jornada intensa e emocional construída a partir de riffs agressivos, melodias marcantes e contrastes dinâmicos. Mais do que um exercício técnico, o disco busca criar conexão emocional com o público através de uma narrativa sobre ansiedade, amadurecimento e transformação.
Produzido pelo próprio artista — responsável pelos arranjos, captação e mixagem — o EP nasceu de uma reflexão pessoal profunda. Há cerca de dois anos, Vítor recebeu a notícia da morte de uma pessoa da sua idade, experiência que despertou nele um forte medo da passagem do tempo e da possibilidade de deixar o mundo sem concretizar sua arte e sua identidade artística.
“Chronophobia é medo do tempo passar. Naquele momento eu senti exatamente isso: medo do tempo seguir e eu ficar para trás”, explica o músico.
O conceito do trabalho gira em torno dessa ansiedade temporal, conduzindo o ouvinte por uma experiência que dialoga com passado, futuro e aceitação. Dois singles abriram alas para a chegada do EP: "Let it Burn" e a faixa de encerramento, “Wisdom of Janus”, que faz referência a Jano, deus romano dos inícios e dos fins, tradicionalmente representado com um rosto voltado ao passado e outro ao futuro. Segundo Vítor, a composição procura transmitir maturidade diante da inevitabilidade do tempo
“A grande dificuldade da música instrumental no Brasil é ser atrativa para quem não é músico, é ser música antes de ser instrumental. Ainda assim acho que há espaço para a música boa, instrumental ou não, e o público sabe reconhecer isso. Não gosto da ideia de que há um desafio dessa música dialogar com as pessoas no sentido de que lhes falta costume para esse tipo de som; gosto de pensar que quem tem que se educar e aprender a dialogar com o público sou eu", diz Vítor.
Nascido em Teresina (PI) e radicado em Campinas (SP), Vítor Gomes iniciou sua trajetória musical aos 10 anos, aprendendo violão em casa com o pai, violonista e bacharel em música. Sua formação inclui estudos em violão erudito, graduação em Produção Fonográfica pela FATEC Tatuí e pós-graduação em guitarra, período em que teve contato com músicos como Rafael Bittencourt e Edu Ardanuy.
Ao longo da carreira, atuou como músico acompanhante em projetos de MPB e outros ritmos por diversas regiões do Brasil, além de desenvolver sólida experiência em estúdio como assistente de gravação e engenheiro de áudio no estúdio Soundfinger, em São Paulo. Em 2020, lançou o primeiro trabalho autoral, “The New Way”, já apontando para sua proposta de unir elementos do rock, da música brasileira e da música erudita.
No EP “Chronophobia”, Vítor conta com músicos parceiros de sua trajetória acadêmica e musical. A bateria é assinada por Reinaldo Donato, colega dos tempos de faculdade. Os baixos foram gravados majoritariamente pelo próprio artista, com participação de Gabriel Scudelari nas faixas “Chronophobia” e “Let It Burn”. Já os pianos presentes em duas músicas ficaram a cargo de Rafael Bras, pianista ligado às bandas Enorion e Alfar Quest.
Influenciado por bandas como Angra, Dream Theater, Kansas, Rhapsody, Alice Cooper, Metallica e Megadeth, além de guitarristas como Joe Satriani, Vinnie Moore, Kiko Loureiro e Nick Johnston, Vítor Gomes apresenta em “Chronophobia” um trabalho que transforma angústia existencial em narrativa instrumental e aponta para um futuro que inclui um álbum completo e apresentações ao vivo.
EP “Chronophobia” - tracklist:
1.Chronophobia
2.Let is Burn
3.Too Late
4.Worth the Fight
5.Wisdom of Janus
Siga Vítor Gomes:










