Social Distortion retorna ao Brasil após 16 anos

Banda traz a turnê de Born to Kill para São Paulo e Curitiba em novembro

Foto: Divulgação

via Tedesco Mídia


A espera de 16 anos pelo retorno do Social Distortion ao Brasil termina em novembro. A Solid Music confirma duas apresentações da banda norte-americana no país com a turnê de Born to Kill, primeiro álbum de inéditas de Mike Ness e companhia em 15 anos. O show em São Paulo acontece no dia 14 de novembro, no Vibra. No dia seguinte, 15 de novembro, a banda se apresenta na Live, em Curitiba.


Os ingressos estão disponíveis na 101 Tickets.


O anúncio tem peso especial, o Social Distortion passou pelo Brasil uma única vez em 2010. Desde então, o retorno da banda permaneceu como uma das cobranças mais persistentes de uma parcela do público ligada ao punk rock, ao rock alternativo e ao rock’n’roll de raiz norte-americana.


A volta, aliás, passa longe do modo retrospectivo. O Social Distortion chega ao Brasil em plena fase de Born to Kill, álbum lançado em maio pela Epitaph Records e recebido como um dos retornos mais fortes do rock em 2026.


O disco é o oitavo trabalho de estúdio da banda e sucede Hard Times and Nursery Rhymes, de 2011, encerrando o maior intervalo entre dois álbuns na trajetória do Social Distortion.

Born to Kill recoloca Mike Ness no ponto em que sua escrita sempre foi mais reconhecível: personagens marcados por queda, estrada, culpa, vício, perda, orgulho ferido e sobrevivência.


O disco reforça a assinatura construída ao longo de mais de quatro décadas, com punk rock de Orange County, rock’n’roll clássico, country, blues, rockabilly e melodias diretas.


São 11 faixas, entre elas “Born to Kill”, “No Way Out”, “The Way Things Were”, “Partners in Crime”, “Crazy Dreamer”, “Walk Away (Don’t Look Back)” e uma versão de “Wicked Game”, de Chris Isaak. É um repertório que preserva a secura das guitarras, os refrãos de impacto imediato e a voz de Ness como eixo narrativo de uma banda que nunca dependeu de virtuosismo para soar definitiva.


A recepção internacional reforçou o peso de Born to Kill dentro da fase atual do Social Distortion. A New Noise deu nota máxima ao álbum e o definiu como um lançamento “variado, completo e de alto nível”, destacando a maneira como a banda ainda cruza punk, roots rock e rock’n’roll americano.


A BrooklynVegan apontou que o disco entrega “tudo o que se espera” do Social Distortion, do punk’n’roll acelerado da faixa-título ao heartland punk de “The Way Things Were”.


Já a Rolling Stone destacou Born to Kill como o melhor álbum da banda em anos e descreveu a faixa-título como um retorno feroz de Mike Ness.


Destaque máximo também na Kerrang!, que registrou que o disco encerra o hiato mais recente “com vingança” e chamou o álbum de uma adição inesperadamente forte à trajetória de quase meio século da banda.


A realização é da Solid Music com apoio da Caveira Velha e Desgosto Discos. Os parceiros de mídia oficiais são a 23 Punk e a Tedesco Mídia.

Social Distortion foi formada em 1978, em Fullerton, no Orange County, Califórnia, da cena punk local, mas logo construiu uma rota própria.


Enquanto parte daquela geração ficou associada a um recorte mais rígido do hardcore californiano, Mike Ness levou a banda para um território mais amplo, aproximando a urgência punk de referências como Johnny Cash, Rolling Stones, Hank Williams, blues, country e rockabilly. Essa combinação fez do Social Distortion uma banda singular dentro do punk norte-americano.


A discografia passa por marcos como Mommy’s Little Monster, Prison Bound, Social Distortion, Somewhere Between Heaven and Hell, White Light, White Heat, White Trash, Sex, Love and Rock ’n’ Roll e Hard Times and Nursery Rhymes.


Cada fase consolidou um tipo de escrita em que violência emocional, melodia e rock’n’roll de estrada convivem sem verniz.


No repertório, músicas como “Story of My Life”, “Ball and Chain”, “Bad Luck”, “Mommy’s Little Monster”, “Prison Bound”, “Don’t Drag Me Down”, “Reach for the Sky” e a versão de “Ring of Fire”, de Johnny Cash, ajudam a explicar por que a banda atravessou décadas sem depender apenas do culto punk.


O Social Distortion é ponto de encontro entre fãs de punk californiano, rock alternativo dos anos 1990, rockabilly, country rock e rock’n’roll clássico, uma banda para todos.


SERVIÇO


Social Distortion em São Paulo/SP

Data: 14 de novembro de 2026

Local: Vibra (Avenida das Nações Unidas, 17955, São Paulo/SP)

Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Social-Distortion-SP-2026-11-14


Social Distortion em Curitiba/PR

Data: 15 de novembro de 2026

Local: Live (Rua Itajubá, 143, Curitiba/PR)

Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Social-Distortion-CWB-2026-11-15-x


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