Sid Wilson presta tributo a Joey Jordison e afirma: “Ele foi o melhor de todos”
DJ do Slipknot relembra amizade com ex-baterista e destaca impacto técnico e pessoal após sua morte
Crédito fotos: @civilregime | @sidthe3rd
Adaptado do original via Blabbermouth
O Slipknot segue reverenciando o legado de seu ex-baterista Joey Jordison, falecido em julho de 2021. Em nova entrevista ao Get On The Bus, o turntablist Sid Wilson relembrou a relação com o músico e destacou sua importância dentro e fora da banda.
Wilson afirmou que, mesmo após a saída de Jordison do grupo em 2013, os dois mantiveram contato:
“Ele não estava mais na banda naquela época… mas eu ainda era amigo do Joey. Sempre mantive amizade com ele. Eu amo aquele cara.”
O músico também comentou sobre os caminhos distintos que acabaram afastando Jordison da banda naquele período:
“As pessoas escolhem estilos de vida diferentes às vezes, e às vezes esse estilo de vida se torna mais importante do que estar com seus amigos. Isso é uma pena. Mas isso impediu a gente de se encontrar? Não.”
Ao abordar a morte do ex-baterista, Wilson destacou a dificuldade em lidar com a perda:
“Não tem nada fácil nisso. A vida é difícil. E você ou tem nervos de aço ou não tem. E às vezes até quem tem nervos de aço acaba sendo desgastado. Ninguém consegue entender completamente a vida de outra pessoa. Eu só posso aceitar e saber que ele era meu amigo.”
O DJ também fez uma avaliação direta sobre o legado musical de Jordison, apontando-o como um dos maiores bateristas da história do gênero:
“Vou dizer uma coisa: o Joey foi o melhor que já fez isso. Sem discussão. Os maiores bateristas iam aos nossos shows para ver ele tocar.”
Wilson citou exemplos para ilustrar o reconhecimento dentro da própria indústria:
“O Stewart Copeland foi nos ver tocar e disse: ‘É ele’. E era. Ele conseguia ouvir qualquer música uma vez e já sabia tocar. Teve um festival em 2004 em que o Lars não pôde tocar com o Metallica, e o Joey subiu no palco e fez o show no lugar dele.”
Ele também destacou a intensidade física e a postura de Jordison no palco:
“Ele era pequeno, mas tinha uma força absurda. Era como se quisesse provar algo o tempo todo. Ele tinha isso nele.”
Ao final, Wilson também comentou sobre o atual momento da banda com o baterista Eloy Casagrande:
“O Eloy é um sopro de ar fresco para nós. Não parecia um novo começo até ele chegar. E é isso.”
Jordison deixou o Slipknot em 2013, em uma saída cercada de pouca clareza pública à época. O próprio baterista afirmou posteriormente que não havia deixado a banda por decisão própria. Anos depois, revelou ter enfrentado mielite transversa aguda, condição neurológica que afetou sua mobilidade.
Em 2014, o vocalista Corey Taylor descreveu a decisão como “uma das mais difíceis” da história do grupo:
“É quando uma relação chega a um ponto em que cada um segue um caminho diferente. Tentamos resolver, mas em algum momento você precisa seguir na direção que funciona para você.”
Fundador e peça central na formação clássica do Slipknot, Joey Jordison deixou um legado técnico e estético que ajudou a definir a identidade da banda e influenciou gerações dentro do metal contemporâneo.









