Richie Faulkner descarta aposentadoria do Judas Priest e indica continuidade da banda

Guitarrista afirma que ciclo criativo e energia do grupo seguem intactos após décadas

Crédito fotos: Melissa Bradley

Adaptado da materia original via Blabbermouth


O guitarrista Richie Faulkner, do Judas Priest, afirmou que não vê a banda encerrando suas atividades tão cedo. Em entrevista à rádio 100 FM The Pike, o músico destacou que o grupo mantém o mesmo ciclo criativo e entusiasmo que sustenta sua carreira há mais de cinco décadas.


“Eu entrei na banda em uma turnê de despedida, e isso foi há 15 anos. Se tem algo que aprendi com esses caras é que eles vivem isso. Estamos fazendo outro álbum, outra turnê… você faz um disco e quer tocar ao vivo, toca ao vivo e quer voltar pro estúdio. Isso não mudou em 50 anos.”


A fala reforça a ideia de que o Judas Priest segue operando em um ritmo contínuo entre estúdio e estrada, sem sinais concretos de desaceleração. O próprio histórico recente da banda sustenta essa percepção, com lançamentos consistentes e turnês frequentes.


O baixista Ian Hill já havia atribuído parte dessa longevidade à entrada de Faulkner em 2011, quando o guitarrista substituiu K.K. Downing durante a chamada turnê de despedida.


“Foi o Richie. Ele trouxe uma energia absurda. A ideia era diminuir o ritmo, mas aconteceu o contrário. E aqui estamos, anos depois, ainda em movimento.”

Mesmo com desafios de saúde enfrentados por membros da banda nos últimos anos — incluindo o diagnóstico de Parkinson de Glenn Tipton, o tratamento contra câncer de Rob Halford e uma cirurgia cardíaca de emergência de Faulkner em 2021 — o grupo segue ativo e produzindo.


O álbum mais recente, Invincible Shield (2024), reforça essa fase, sendo apontado como um dos trabalhos mais sólidos da discografia recente da banda. O disco sucede Firepower (2018) e mantém a proposta de evolução constante que o grupo carrega desde os anos 1970.


Formado em 1969, o Judas Priest é um dos pilares do heavy metal, responsável por consolidar elementos fundamentais do gênero, tanto sonoros quanto estéticos. Ao longo de mais de cinco décadas, a banda construiu uma trajetória marcada por reinvenção, consistência e forte conexão com diferentes gerações de fãs.


A julgar pelo discurso dos próprios integrantes e pelo ritmo de atividades, o “fim” do Judas Priest parece continuar sendo constantemente adiado — e, ao que tudo indica, sem data para acontecer.