Richard Barbieri fala sobre retorno do Porcupine Tree e indica possível novo álbum para 2027

Tecladista relembra fase recente da banda como a mais feliz da carreira e aponta novos caminhos criativos

Crédito fotos: Alex Lake

Adaptado da materia original via Metal Injection


Mais de uma década após o hiato, o retorno do Porcupine Tree com Closure/Continuation (2022) não apenas reacendeu a banda como também marcou um dos momentos mais especiais da carreira de Richard Barbieri. Em entrevista recente, o tecladista foi direto: essa nova fase está entre as mais gratificantes que já viveu na música.


“Eu absolutamente amei. Provavelmente foi o melhor momento que tive na indústria.”


A volta aos palcos, com a primeira turnê em anos, já começou em alta. Segundo Barbieri, a recepção do público logo no primeiro show, em Toronto, deu o tom do que viria pela frente.


“Tivemos uma ovação de pé antes mesmo de tocar a primeira nota.”


Além da resposta dos fãs, o músico destacou também a dinâmica mais leve entre os integrantes, algo que, curiosamente, veio justamente com o tempo e a distância. Menos convivência forçada, mais conexão natural.


Outro ponto central dessa nova fase é a mudança na postura de Steven Wilson dentro da banda. Após consolidar uma carreira solo sólida, o vocalista e guitarrista passou a adotar uma abordagem mais colaborativa no Porcupine Tree.

“Agora ele quer escrever tudo junto, tomar decisões em conjunto. Existe um equilíbrio maior.”


Se o passado recente foi positivo, o futuro já começa a ganhar forma. Barbieri confirmou que o grupo realizou algumas sessões de composição e vem explorando novas ideias com um objetivo claro: evoluir sem perder a essência.


“Estamos tentando encontrar um som diferente. Até onde podemos ir sem perder o DNA da banda?”


Apesar do entusiasmo, o processo ainda é irregular, muito por conta das agendas individuais dos membros. Ainda assim, existe uma direção e até um possível horizonte.


“Estamos pensando que 2027 pode ser uma possibilidade.”


Se um novo álbum parece cada vez mais real, a questão das turnês segue em aberto. Por enquanto, a prioridade é o estúdio e, conhecendo o histórico da banda, isso costuma significar que vem coisa grande por aí, só que no tempo deles.