Justiça dos EUA considera Live Nation culpada por monopólio ilegal envolvendo a Ticketmaster

Veredito aponta práticas anticompetitivas e cobrança excessiva de taxas em ingressos

Crédito fotos: Mario Tama / Getty Images

Adaptado do original via Loudwire


Um júri federal em Nova York decidiu que a Live Nation, juntamente com sua subsidiária Ticketmaster, operou como um monopólio ilegal no mercado de venda de ingressos, cobrando valores excessivos dos consumidores.


O veredito foi anunciado no dia 15 de abril, após um julgamento que durou cinco semanas. A decisão surge em meio a uma pressão crescente sobre as práticas da empresa, que já vinham sendo alvo de investigações e ações regulatórias nos Estados Unidos nos últimos anos.


Durante o processo, foram apresentados documentos internos da empresa, incluindo mensagens entre funcionários que descreviam compradores de ingressos como “estúpidos” e faziam comentários irônicos sobre “roubá-los cegamente” — material que integrou a ação antitruste movida em 2024 pelo Departamento de Justiça e por procuradores-gerais de dezenas de estados.

A acusação central sustentava que a Live Nation e a Ticketmaster adotaram práticas anticompetitivas que impactaram diretamente o mercado: fãs pagando taxas mais altas, artistas com menos opções para organizar turnês e casas de shows praticamente obrigadas a operar com a Ticketmaster.


O júri concluiu que a empresa monopolizou ilegalmente tanto o mercado de serviços de ticketing quanto o uso de anfiteatros. De acordo com o caso, a Ticketmaster chegou a controlar cerca de 86% do mercado em grandes casas de shows nos Estados Unidos — número contestado pela defesa, que argumentou que a participação seria menor se considerados outros tipos de venues.


Também foi apontado que consumidores foram cobrados em média US$ 1,72 a mais por ingresso em grandes eventos, embora o valor final de indenizações ainda deva ser definido em uma próxima etapa do processo.


Agora, o caso avança para uma segunda fase, conduzida pelo juiz Arun Subramanian, que irá determinar quais medidas serão adotadas. Entre as possibilidades estão mudanças estruturais na empresa — incluindo até uma eventual separação entre Live Nation e Ticketmaster.


Apesar da decisão, não há expectativa de impacto imediato para o público. Reduções em preços ou taxas adicionais devem depender das medidas que forem implementadas a partir dessa próxima etapa.


Após o veredito, representantes legais dos estados classificaram o resultado como um marco. O advogado Jeffrey Kessler afirmou que a decisão valida anos de críticas à atuação da empresa, enquanto o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, descreveu o caso como “uma vitória histórica para artistas, fãs e casas de shows”.


Paralelamente, a Live Nation já havia fechado, em março, um acordo com o Departamento de Justiça relacionado a outra ação antitruste. Como parte desse acordo, a empresa destinou US$ 280 milhões para compensações e concordou em revisar contratos exclusivos com venues, além de limitar taxas de serviço a até 15%.


Mesmo com o desfecho atual, a empresa mantém a posição de que não admitiu irregularidades no acordo anterior e deve continuar contestando aspectos das decisões judiciais.


O caso é considerado um dos mais relevantes dos últimos anos para a indústria de música ao vivo e pode redefinir a forma como ingressos são vendidos e distribuídos nos Estados Unidos.

Outras notícias

Tito Falaschi lança Time to Move On, segundo álbum solo inspirado por reflexões sobre o mundo contem
Por Rato de Show 18 de julho de 2026
Novo disco reúne 11 faixas que transitam entre heavy metal e elementos progressivos para abordar recomeços, espiritualidade, guerras, saúde mental e questões sociais.
Nazareth abre turnê brasileira para 15 mil pessoas e revela setlist repleto de clássicos
Por Rato de Show 18 de julho de 2026
Banda escocesa inicia série de shows no Brasil com repertório de 17 músicas que percorre cinco décadas de carreira e inclui "Love Hurts", "Hair of the Dog" e "Razamanaz".
Fabiano Negri e Bebê Diabo lançam
Por Rato de Show 18 de julho de 2026
Faixa antecipa novo disco com heavy metal inspirado nos anos 1980 e transforma guerra, manipulação e decadência em uma crítica contundente.
My Dying Bride faz estreia em São Paulo com show no Fabrique Club em novembro
Por Rato de Show 17 de julho de 2026
Lenda do doom metal britânico retorna ao Brasil com Mikko Kotamäki nos vocais e repertório centrado em A Mortal Binding.
Rock in Rio revela bastidores da montagem da Cidade do Rock a menos de 50 dias do festival
Por Rato de Show 16 de julho de 2026
Festival detalha a estrutura da edição de 2026, apresenta novidades dos palcos e amplia ações de sustentabilidade na reta final para a abertura dos portões.
Mortification retorna aos palcos e confirma turnê latino-americana com shows no Brasil em fevereiro
Por Rato de Show 16 de julho de 2026
Nova formação celebra os 35 anos de Scrolls of the Megilloth em homenagem ao legado de Steve Rowe com Antidemon e Terraphobia na abertura.
Chady reforça ascensão no pop rock ao abrir estreia da nova turnê de Paulo Ricardo
Por Rato de Show 16 de julho de 2026
Confirmado no Rock in Rio 2026, cantor carioca sobe ao palco do Teatro Bradesco em mais um passo importante de sua trajetória autoral.
Gloryhammer inicia nova saga com
Por Rato de Show 16 de julho de 2026
Faixa abre o próximo capítulo da saga da dinastia McFife com narrativa épica, videoclipe animado e produção ainda mais grandiosa.
Titãs levam turnê dos 40 anos de Cabeça Dinossauro a Curitiba com últimos ingressos disponíveis
Por Rato de Show 16 de julho de 2026
Show no Igloo Super Hall revive o clássico de 1986 na íntegra e celebra um dos discos mais importantes da história do rock brasileiro.