Hungrs celebra um ano de Simbiose com edição especial e faixa inédita “Negative Abyss”
Projeto de pai e filho aprofunda reflexões sobre tempo, tecnologia e herança geracional em relançamento ampliado do álbum de estreia
Créditos foto: Paulo "Kon" Cunha (Kon Fotografia)
via Tedesco Mídia
A gênese do projeto Hungrs nasceu de um sonho comum a muitos fãs de música pesada que se tornam pais: ver o filho se interessar pelas mesmas bandas de coração, compartilhar shows, conversas e descobertas dentro desse universo. No caso de Marcos (45) e Lucca (17, mas com 16 anos à época da gravação, em 2024), esse sonho foi além e se transformou em banda.
O resultado dessa paixão compartilhada pelo heavy metal é Simbiose, álbum de estreia lançado em 2025 e que agora, no dia 10 de fevereiro de 2026, celebra seu primeiro ano com uma edição especial com faixa inédita, 'Negative Abyss', e outras novidades.
Simbiose é um encontro entre gerações. Um diálogo direto entre alguém que viveu o auge, a queda e a reinvenção da indústria fonográfica e alguém que cresce em meio ao streaming, à lógica algorítmica e à velocidade constante da cultura digital. Essa convivência atravessa o som do Hungrs, que aposta em tensão, densidade e atmosferas introspectivas, sem recorrer à nostalgia ou a fórmulas fáceis.
Um ano depois do lançamento, os números ajudam a contar parte dessa trajetória: mais de 40 mil streams no Spotify, 50 mil visualizações no YouTube e cerca de 200 ouvintes mensais. Um número modesto em escala, mas significativo em essência.
Simbiose também circulou bem pela imprensa. No Brasil, passou por veículos como Tenho Mais Discos Que Amigos e Roadie Crew; fora do país, apareceu em publicações como Chaoszine (Finlândia), LaCarne Magazine (Espanha), The Moshville Times (Escócia) e Metalpedia (México).
“Negative Abyss”
A edição de aniversário de Simbiose traz todas as faixas do álbum original, uma música inédita e as versões instrumentais de todo o disco, além de uma variação da arte de capa.
O destaque é “Negative Abyss”, faixa que aprofunda o lado conceitual do Hungrs e dialoga diretamente com temas como tempo, ruptura e continuidade, ideias que atravessam tanto o disco quanto a própria relação entre pai e filho.
A letra foi inspirada no artigo “The Negative Abyss: Surface, Depth, and Violence in Virilio and Stiegler” (2015), publicado na revista Cultural Politics.
O texto descreve o “abismo negativo” como uma distopia da cultura da nova mídia no século 21, onde tecnologia e velocidade aniquilam a profundidade das coisas em favor de imagens planas e superficiais, comprimindo passado, presente e futuro em um mesmo plano.
“Negative Abyss” chega acompanhada de um videoclipe dirigido novamente por Felipe Hervoso (Noiseforge), gravado no Estúdio 540, em Sousas (Campinas/SP). O vídeo estreia no mesmo dia do relançamento do álbum, 10 de fevereiro, às 11h.
Continuidade
O relançamento de Simbiose funciona como um novo ponto de contato com o disco. No palco, o Hungrs mantém um formato de show dinâmico, com aberturas minimalistas, trocas de instrumentos em cena e uma construção de tensão que acompanha o caráter do álbum.
Como parte das comemorações, Simbiose ganhará também uma edição física em CD, pelo selo Lambrequim. O formato carrega significados distintos dentro da banda: para Marcos, ligado à experiência de uma indústria que se transformou radicalmente; para Lucca, como objeto de escuta e coleção em um cenário dominado pelo acesso digital.
Paralelamente, o Hungrs trabalha em seu segundo álbum, com cerca de 13 faixas em desenvolvimento. O novo material segue uma direção mais pesada e direta, eles contam, e ainda não há data definida para o início das gravações.
Em 2026, a banda busca ampliar sua presença ao vivo e alcançar novos públicos e Simbiose segue em circulação como um disco que continua encontrando espaço e novos ouvintes.
Artista turco assina a capa
A capa de Simbiose é assinada pelo artista turco Abidin Katipoğlu. O termo que dá nome ao álbum, Simbiose (associação entre dois seres vivos que vivem em comum), norteia os traços das artes.
Hungrs, da paixão ao projeto
Marcos, lá pelos seus 20 e poucos anos, montou uma banda autoral chamada Autofobia, na cidade de Santos (SP). Com alguns shows locais e uma meia dúzia de músicas, não deu tempo de decolar, outras responsabilidades chamaram e o grupo se desfez.
Agora, de forma a incentivar seu filho mais velho, deu a ideia de formar essa banda para ele desenvolver a criatividade em composições. E assim começou a Hungrs. Lucca faz aulas de bateria desde os 7 anos de idade, e também faz aulas de guitarra há vários anos.
Gravando em casa, Lucca vai compondo as músicas, toda a parte instrumental. Depois Marcos vai ouvindo e, conforme se inspira, começa a escrever para cada uma delas.
Para garantir a qualidade final das músicas, quem mixa e masteriza é o Jonathas Peschiera (da Noiseforge; também guitarrista da banda AXTY, de Campinas).
A formação musical do Lucca veio naturalmente por influência do gosto do pai, que sempre colocou as músicas pra tocar enquanto dirigia, ou assistindo a shows e clipes em casa.
Por isso várias bandas são as preferidas de ambos, como Korn, Deftones, Slipknot, Tremonti, Lamb of God, Meshuggah e muitas outras que fica difícil listar. Lucca gosta muito também de Gojira, enquanto Staind é uma das influências de Marcos.
As músicas, em inglês (pra aumentar o alcance de público e também por encaixar melhor com o tipo de som), falam sobre sentimentos, angústias e acontecimentos da vida.
Simbiose - ficha técnica
Lucca Hunger: guitarras, baixo e bateria
Marcos Hunger: letras, vocais
Orquestra (Far From Home, Mono No Aware, Simbiose): Vithor Moraes (Armiferum)
Mixado e masterizado por Jonathas Peschiera (Noiseforge)
Videoclipes produzidos por Felipe Hervoso (Noiseforge)
Arte das capas: Abidin Katipoğlu (Turquia)
Fotos: Paulo "Kon" Cunha (Kon Fotografia)
Hungrs nas redes sociais
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www.youtube.com/@HungrsOfficial

